20 produções para assistir e valorizar o cinema brasileiro

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Fazer cinema no Brasil sempre foi sinônimo de resistência. O cinema brasileiro sobreviveu a momentos de crise, seja pela falta de recursos, até pela censura da cultura e liberdade de expressão em momentos de repressão.

A história mostra, no entanto, que em tempos difíceis o cinema brasileiro ressurgiu com produções criativas, contando com muito talento e vontade de realizar produções de qualidade, apesar da escassez de recursos.

Aqui propomos, então, uma viagem de reconhecimento dessas terras vistas pela câmera de produtores e produtoras do cinema nacional. Você vai se surpreender com a qualidade dos filmes brasileiros, afinados com a nossa cultura e forma de ver o mundo.

Preparamos 20 títulos imperdíveis para quem quer conhecer produções cinematográficas que são verdadeiras obras de arte do cinema brasileiro. Uma homenagem à diversidade brasileira e à criatividade que surge nas mais variadas regiões do país.

20 joias do cinema brasileiro, dos clássicos aos recentes

Obras primas do Cinema Novo trazem para as telas os retratos da miséria no sertão nordestino, o messianismo e o cangaço, o regionalismo brasileiro, a religiosidade e questões políticas de um período conturbado. 

A primeira parada para assistir aos clássicos é fundamental.

20º O Pagador de promessas (Dias Gomes, 1962) 

19º Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha, 1964) 

18º Terra em Transe (Glauber Rocha, 1967) 

Dando um salto no tempo, os filmes do final da década de 1990 surgem como a fênix das cinzas do audiovisual, que passava por uma grave crise, trazendo grandes produções que demonstram a força do ressurgimento do cinema brasileiro. 

17º Carlota Joaquina, a princesa do Brasil (Carla Camurati, 1995) é o primeiro suspiro das produções brasileiras do período e dá início a um novo ciclo. O longa metragem conta a história de Carlota Joaquina e a aversão da princesa pelos trópicos, com uma crítica ácida à historiografia tradicional.

16º Central do Brasil (Walter Salles, 1998): indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro e ganhador do Globo de Ouro na mesma categoria em 1999, trouxe de volta toda uma movimentação em torno da produção de audiovisual no Brasil, consagrando Fernanda Montenegro também no cenário internacional – a atriz foi indicada na categoria de melhor atriz em ambas premiações e, até hoje, tem a sua derrota contestada por parte da crítica especializada. 

15º Baile Perfumado (Lírio Ferreira, Paulo Caldas, 1996): também do final da década de 1990, é um marco desse retorno do cinema brasileiro. O filme se baseia na história do libanês Benjamin Abrahão e sua aproximação com Lampião e seu bando.

14º O Auto da Compadecida (Guel Arraes, 2000), grande sucesso de bilheteria, é uma releitura da obra de Ariano Suassuna para as telas de cinema e um dos filmes brasileiros mais populares.

13º Bicho de sete cabeças (Laís Bodanzky, 2001) consagrou Rodrigo Santoro como ator ao interpretar um jovem preso ao antigo sistema manicomial.

12º Madame Satã (Karim Ainouz, 2002) revelou o talento de Lázaro Ramos, que ficou conhecido do público a partir do longa metragem.

Ainda no início dos anos 2000, “Cidade de Deus” é a grande revelação. Indicado a quatro categorias do Oscar em 2004, consagra as produções brasileiras ao gosto do público e abre espaço para que mais salas de cinema sejam reservadas também para as nossas produções cinematográficas. 

“Carandiru”, “Narradores de Javé”, “Meu nome não é Johnny” e “Estômago” são trabalhos também importantes deste período de crescimento.

11º Cidade de Deus (Fernando Meirelles e Kátia Lund, 2002)

10º Carandiru (Héctor Babenco, 2003)

9º Narradores de Javé (Eliane Caffé, 2003)

8º Meu Nome Não é Johnny (Mauro Lima, 2008)

7º Estômago (Marcos Jorge, 2008)

Crítica social é o mote do cinema brasileiro contemporâneo

A visibilidade de produções que falam de temas relacionados às comunidades em situação de vulnerabilidade também trouxeram importantes contribuições a partir de 2015.

As produções dos últimos anos do cinema nacional são imperdíveis, explorando questões raciais, LGBTQIA+, classe social e desigualdade. 

6º A Que Horas Ela Volta (Anna Muylaert, 2015)

5º Aquarius (Kléber Mendonça Filho, 2016)

4º Café com Canela (Glenda Nicácio, Ary Rosa, 2017)

3º Joãozinho da Goméia, o Rei do Candomblé (Janaína Oliveira, Rodrigo Dutra, 2019)

2º M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida (Jeferson De, 2019)

1º Bacurau (Kleber Mendonça Filho, Juliano Dornelles, 2019)

Entre opções tão boas, “Bacurau”, sem dúvida, se destaca – tanto em produção, quanto em roteiro e interpretações. A partir de um cenário distópico e de um futuro próximo, sintetiza a crítica social a partir de um enredo que envolve o protagonismo das minorias.

Valorizar o cinema brasileiro é dar voz às nossas histórias, aumentando a possibilidade de crescimento de nossa indústria cultural. Agora é preparar a pipoca e se deliciar com essa lista de filmes incríveis!

FIlmes para conhecer o cinema brasileiro

 

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