fotografia preta: fotografia em preto e branco. Orixá se aproxima de um filho de santo. Ele está com as mãos em seu rosto, enquanto o filho de santo abaixa a cabeça

Fotografia preta: 8 profissionais para você conhecer

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Tempo de Leitura: 3 minutos

Fotógrafas e fotógrafos negros tem documentado a experiência da população preta desde a invenção da fotografia. Com o Instagram crescendo em popularidade, o compartilhamento dessa fotografia preta ficou mais popular.

Selecionamos exemplos de fotografia preta brasileira no Instagram. Trabalhos que compartilham a vida real, protestos, cultura, lutas e história. Eles estão mudando a forma como vemos o mundo e fornecendo acesso a lugares e experiências que muitas vezes faltam no Instagram.

Confira esses oito fotógrafos negros no Instagram que estão documentando as lutas, a cultura e a vida cotidiana através de sua fotografia preta.

8 Profissionais de Fotografia Preta

1 – Ronald Santos Cruz – @oronaldphotos

Ronald José Francisco dos Santos Cruz é recifense da favela do Coque e tem apenas 23 anos. 

Foi na faculdade de Comunicação Social que ele se iniciou na fotografia. Ao concluir que corpos negros, como o dele, eram rejeitados por agências de modelo, ele criou o CrespoGrafia, projeto de empoderamento preto pela fotografia. 

Em 2020, ficou entre os 100 melhores fotógrafos mundiais, no concurso da empresa russa 35awards.

2 – Amanda Oliveira – @amandatropicana

Fotojornalista, recebeu o prêmio de 1º lugar no VIII Salão de Fotografia da Marinha do Brasil, possui obras permanentes no Memorial Pierre Verger da Fotografia Baiana e participou de 25 exposições, entre elas as internacionais “The Fifth Annual Exposure Photography Award”, no Museu do Louvre em Paris, e “Scope International Conteporary Art Show” em Miami; “Olhares Afro Contemporâneos”, em São Paulo (BRA) e “IBEJI ERÓ”, em Salvador (BRA).  

Além das exposições, é contribuinte do Coletivo Everyday Brasil e da organização Brasis, teve publicações no site da National Geographic Brasil e em outros veículos, como a revista alemã SportBild e na revista brasileira Amarello.

3 – Márvila Araújo – @eumarvilaaraujo

Capixaba, Márvila tem o foco na fotografia negra e ancestral. Ela resgata os saberes deixados pelos que vieram antes dela e passa adiante pelas suas fotos. 

Entre seus projetos estão o Preta Cor, Meu Orixá e Kyanda, todos ferramentas de luta, ressignificação e construção de novas narrativas em enaltecimento e reverência ao povo preto.

4 – Roger Cipó – @olhardeumcipo

O fotógrafo paulista Roger Cipó, criador da plataforma Olhar de um Cipó, retrata as religiões de matriz africana com sua própria linguagem. Ele não é só um observador, mas também as vivencia, sendo iniciado no Egungun, culto africano à ancestralidade, e no candomblé Ketu.  

Seu trabalho critica a estrutura racista da sociedade e o modo que ela influencia a produção de imagens e a representação cultural.

5 – Marcela Bonfim – @bonfim_marcela

Marcela Bonfim documenta a Amazônia Negra, os povos, os costumes e as influências negras na floresta.

Seu projeto “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta” circulou por 13 estados brasileiros, ficando em cartaz por quatro anos. Além do compromisso de falar sobre a negritude da Amazônia, Marcela busca com a exposição propor novas formas de enxergar o corpo negro. 

6 – Regiane Rios – @eu.regianerios

Formada em Comunicação Social, Regiane Rios acredita que a fotografia é um meio de aprofundar-se em sua própria identidade enquanto mulher, negra, nordestina, candomblecista.

Seu trabalho apresenta perspectivas sobre os territórios de terreiros de candomblé, assim como passeia pelas festas populares da Bahia, flertando com feiras livres, ruas e vielas, onde podemos encontrar recortes de sensibilidade escondidos nas frestas do cotidiano, como ela cita.

7 – Ina Henrique Dias – @inahds_

Seu foco é na fotografia de rua  e documental de São Paulo, começou como um hobby e depois foi se aperfeiçoando e dominando a técnica. 

Entre as exposições que já participou, encontram-se: Projeto Futuro do Presente #43-Janelas da Alma em 2020 Jornalistas Livre; Fotopreta-Exposição Coletiva-Linha Lilás do Metrô de São Paulo em 2020;  Fotopreta-Exposição Fotográfica Coletiva-Casa Elefante em 2018.

8 – DiCampana – @dicampanafotocoletivo

Segundo a página oficial do projeto, a ideia central é “utilizar a fotografia como instrumento de registro com o objetivo de fomentar outro imaginário de favela, na perspectiva cultural e na denúncia de violações de direitos humanos“. DiCampana é realizado pelos fotógrafos Gessé Silva, José Cícero da Silva, Léu Brito, Naná Prudêncio Zalika e Weslley Tadeu.

As fotografias mostram a cultura, o lazer, a rotina e a vida dos moradores por meio de muitos recortes, fugindo um pouco das mazelas que se encontram nas periferias da sociedade. O projeto foi citado na nossa lista de 5 bancos de imagens cheios de diversidade para você usar.

 

Você conhece mais representantes da fotografia preta? Comente aqui embaixo!

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